São Paulo, 07 de Novembro de 2026

Professor faz alerta sobre consumo do peixe-leão

Nativo dos oceanos Índico e Pacífico, o peixe-leão se tornou uma das maiores ameaças à biodiversidade marinha da costa brasileira. Classificado como uma espécie exótica invasora, o intruso não possui predadores naturais em nossas águas e devora espéc

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Rádio Agência Nacional

Professor faz alerta sobre consumo do peixe-leão
Créditos: Josy Braga – Repórter da Rádio Educadora FM de Salvador

Nativo dos oceanos Índico e Pacífico, o peixe-leão se tornou uma das maiores ameaças à biodiversidade marinha da costa brasileira. Classificado como uma espécie exótica invasora, o intruso não possui predadores naturais em nossas águas e devora espécies nativas de recifes e corais.

Para tentar conter sua expansão, a gastronomia tem se transformado em uma grande aliada no manejo e controle da população do peixe. Nas ruas de Salvador, a ideia de colocar uma iguaria abertamente venenosa no prato divide opiniões e desperta desconfiança.

A preocupação de quem fica com o pé atrás faz sentido, mas o professor de ecologia e biodiversidade marinha do Instituto de Biologia da UFBA, Francisco Kelmo, esclarece que, diferentemente do conhecido baiacu, o veneno do peixe-leão fica concentrado exclusivamente nos espinhos externos das nadadeiras.  

"O peixe-leão é um animal peçonhento. O que isso significa? O veneno dele só faz efeito nos outros animais, ou na gente, se ele inocular esse veneno por meio dos espinhos em nosso corpo. Enquanto, no caso do baiacu, é um peixe venenoso. Por quê? Porque o veneno está espalhado pelo corpo dele, não está apenas nos espinhos, mas está na pele, no fígado, em alguns órgãos internos e, às vezes, até na ova e no músculo também, que é a parte comestível. O veneno do baiacu não é destruído pelo calor".

Apesar dos espinhos venenosos, a carne do peixe-leão é saborosa, nutritiva e totalmente segura para o consumo quando preparada de forma correta. Contudo, por se tratar de um animal peçonhento, o preparo exige cuidados específicos. Mesmo assim, o professor de ecologia e biodiversidade marinha pede cautela na questão.

"A minha recomendação final é: não tente comer o peixe-leão até que os centros que estão fazendo estudos sobre a viabilidade do consumo dessa carne pelos seres humanos emitam uma conclusão oficial reconhecida pelas agências de saúde do nosso país".

Órgãos ambientais orientam que, ao capturar ou avistar um peixe-leão, a localização seja registrada junto às autoridades marinhas para ajudar no monitoramento do litoral baiano.

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