São Paulo, 17 de Outubro de 2026
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Irã revida bombardeio dos EUA enquanto sepulta Ali Khamenei

A Força Aérea do Irã confirmou um novo ataque contra países aliados dos Estados Unidos nesta quinta-feira (9). É mais uma escalada do conflito após o fim do cessar-fogo. Também nesta quinta, o ex-líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morto no primeiro

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Rádio Agência Nacional

Irã revida bombardeio dos EUA enquanto sepulta Ali Khamenei
Créditos: Rádio Agência Nacional

A Força Aérea do Irã confirmou um novo ataque contra países aliados dos Estados Unidos nesta quinta-feira (9). É mais uma escalada do conflito após o fim do cessar-fogo. Também nesta quinta, o ex-líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morto no primeiro dia da guerra, foi sepultado.

Os alvos do Irã foram quatro bases norte-americanas - duas no Kuwait e duas no Bahrein -, além de ataques com mísseis contra a Jordânia e drones contra uma antena de satélite no Catar.

Trata-se de mais uma resposta aos Estados Unidos, que atingiram, na quarta-feira (8), cerca de 90 alvos militares iranianos, incluindo sistemas de defesa aérea, depósitos de mísseis e drones e infraestrutura logística ao longo da costa do país.

Um dia antes, forças do Comando Central norte-americano atacaram outros 80 alvos, em resposta a ações iranianas contra três embarcações comerciais no Estreito de Ormuz. Segundo o Ministério da Saúde iraniano, os ataques mais recentes dos Estados Unidos deixaram 14 mortos e 78 feridos.

Enquanto isso, nesta quinta-feira (9), na cidade de Meshed, próxima à fronteira com o Afeganistão, milhares de peregrinos participaram do último dia das cerimônias fúnebres de Ali Khamenei. O sepultamento ocorreu no santuário de Imam Reza.

Segundo a TV iraniana, um dos últimos ataques norte-americanos atingiu uma ferrovia próxima à cidade onde Khamenei foi sepultado. Milhares de participantes entoaram gritos de vingança e exibiram faixas contra o presidente norte-americano. O filho de Ali Khamenei, Mojtaba, que assumiu o posto após a morte do pai, não participou das cerimônias e não é visto em público desde o início da guerra.

Segundo a agência Reuters, o tráfego no Estreito de Ormuz chegou a cerca de 40 navios por dia nas últimas duas semanas, o maior nível desde o início da guerra. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, reafirmou nesta quinta-feira que o Estreito de Ormuz só será reaberto por meio de acordos com o Irã, e não por ameaças.

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