
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou hoje (9) que deu instruções ao seu gabinete para que inicie negociações de paz com o Líbano. O acordo deverá incluir o desarmamento do Hezbollah, grupo rebelde ligado ao Irã e que atua dentro do território libanês, mas sem a colaboração ou o apoio de Beirute.
Ofensiva israelense
Ontem (8), mesmo após o cessar-fogo anunciado por Estados Unidos e Irã, Israel fez uma grande ofensiva contra o Líbano. Foram lançados 160 mísseis em apenas dez minutos contra a capital libanesa. Autoridades do país disseram que mais de 300 pessoas morreram nos ataques e outras mil ficaram feridas.
Funcionários da Organização Mundial de Saúde (OMS) que atuam no país afirmaram que, por causa do ataque massivo, hospitais libaneses podem ficar, em breve, sem kits essenciais para salvamento, como curativos, antibióticos e anestésicos.
Os bombardeios israelenses ao Líbano foram vistos pelo Irã como uma violação do acordo de cessar-fogo. Hoje, o presidente do país, Masoud Pezeshkian, disse que não há sentido em seguir com negociações de paz se Israel continuar atacando o Líbano e afirmou que o Irã não abandonará a população libanesa.
Negociações entre EUA e irã
A retomada das negociações por um fim definitivo da guerra está marcada para começar amanhã (10), em Islamabad, no Paquistão. Além da questão libanesa, outro ponto crucial nas conversas é o Estreito de Ormuz. O canal chegou a ser reaberto ontem, após o anúncio de trégua, mas foi fechado em seguida. Segundo o Irã, o motivo foi a violação do acordo por Israel e pelos Estados Unidos.
Também nesta quinta-feira, o vice-ministro de Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, mudou a versão. Disse que o estreito está aberto, mas que, para a segurança das embarcações, elas devem coordenar a passagem com as forças armadas iranianas, por causa das limitações técnicas relacionadas ao conflito. Especialistas acreditam que minas navais foram instaladas no estreito durante a guerra.
*Com informações da agência Reuters
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