São Paulo, 17 de Outubro de 2026
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Ministério lança plataforma com dados sobre feminicídio no país

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) lançou uma plataforma com dados sobre o feminicídio no país. As informações ajudarão nas ações de prevenção de casos e a estruturar melhor as redes de proteção. O Centro Integrado Mulher Segura reúne

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Rádio Agência Nacional

Ministério lança plataforma com dados sobre feminicídio no país
Créditos: Rádio Agência Nacional

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) lançou uma plataforma com dados sobre o feminicídio no país. As informações ajudarão nas ações de prevenção de casos e a estruturar melhor as redes de proteção.

O Centro Integrado Mulher Segura reúne dados que permitem identificar padrões de risco, antecipar situações críticas e apoiar decisões a partir de evidências. A iniciativa integra o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio.

Dados

As informações da plataforma mostram que o ambiente residencial é o local mais frequente de casos de feminicídio no país. A maioria dos autores do crime é composta por companheiros das vítimas, e o perfil predominante das mulheres assassinadas é o de pardas com cerca de 37 anos. 

No ano passado, o número de vítimas de feminicídio chegou a 1.561. São Paulo é o estado com mais ocorrências registradas em números absolutos: foram 270. Na taxa por 100 mil mulheres, o Acre é o estado onde a violência contra elas foi maior.

​O site mostra também o número de boletins de ocorrência e a linha do tempo de cada vítima. Entre 2019 e 2025, uma mulher parda de 32 anos registrou 19 boletins de ocorrência – que incluem denúncias de ameaças, lesão corporal dolosa e estupro – até a confirmação do feminicídio. Outra mulher parda, de 40 anos, registrou oito boletins de ocorrência, cinco de descumprimento de medida protetiva de urgência. Os boletins registrados pelas vítimas revelam um padrão de escalada de violência que costuma anteceder o feminicídio.

Do total de agressores, 253 possuem boletins de ocorrência anteriores. É possível consultar o número de BOs e de vítimas relacionadas a cada agressor. Todos os dados disponíveis – de vítimas e agressores – são anônimos, conforme a Lei Geral de Proteção de Dados.

A maioria dos casos de feminicídio aconteceu aos domingos e no mês de dezembro, o que dá pistas de possíveis relações com os contextos social e familiar.

Com o monitoramento contínuo, o Ministério da Justiça pretende coordenar intervenções mais eficazes e contribuir para a proteção da vida das mulheres no país.

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