Policial militar agride estudantes em escola estadual no Rio

Um policial militar agrediu pelo menos dois estudantes dentro de um colégio estadual na zona sul do Rio de Janeiro, na manhã desta quarta-feira (25). Parte do episódio foi gravada e viralizou nas redes sociais. O caso ocorreu durante uma manifestação, organizada por movimentos estudantis, na Escola Estadual Senor Abravanel — antiga Amaro Cavalcanti —, no Largo do Machado. O protesto reunia dezenas de estudantes, que reivindicavam melhorias na unidade de ensino

SegurançaRádio Agência Nacionalem 25 de Março, 2026 18h03m

Um policial militar agrediu pelo menos dois estudantes dentro de um colégio estadual na zona sul do Rio de Janeiro, na manhã desta quarta-feira (25). Parte do episódio foi gravada e viralizou nas redes sociais.

O caso ocorreu durante uma manifestação, organizada por movimentos estudantis, na Escola Estadual Senor Abravanel — antiga Amaro Cavalcanti —, no Largo do Machado. O protesto reunia dezenas de estudantes, que reivindicavam melhorias na unidade de ensino.

PM é afastado

Após a divulgação das imagens, o comando da Polícia Militar afastou imediatamente o agente das ruas e instaurou, de forma urgente, um procedimento para investigar sua conduta. Já identificado, o policial prestará esclarecimentos na 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar.

Nesta manhã, o deputado federal Tarcísio Motta, do PSOL, compareceu à sede da delegacia do Catete, onde o caso foi registrado. Ele declarou apoio aos estudantes agredidos e pediu urgência na apuração de uma denúncia de assédio contra um professor da mesma unidade.

“A segurança presente, que é anunciada como uma polícia de proximidade, tem um policial do Batalhão de Choque agredindo daquela forma. Isso precisa ser respondido. E, claro, vamos seguir acompanhando a denúncia de assédio que está sobre um professor daquele colégio, para que este processo, com todo o direito de defesa do professor, mas este processo precisa andar. Esse professor precisa ser afastado preventivamente para que a gente garanta, inclusive, a tranquilidade naquela comunidade escolar, que, aliás, precisa de mais estrutura.”

Publicidade

A diretora da UNE, União Nacional dos Estudantes, Karla Luz, demonstrou repúdio ao episódio e classificou a atitude do policial como uma violação a um direito legítimo:

“Nos colocamos em solidariedade aos estudantes secundaristas, às entidades envolvidas, todos que foram vítimas dessa ação violenta. Reafirmamos que o direito à organização, à manifestação e à participação política é garantido pela Constituição e precisa ser respeitado. E, diante disso, defendemos apuração rigorosa, tanto da conduta da Polícia Militar quanto das denúncias que motivaram a mobilização dos estudantes. Porque, quando tentam calar estudantes, o que está em jogo é o próprio direito à educação crítica e democrática. Então, a gente não pode naturalizar esse tipo de violência.”

Secretaria de Educação lamenta

A Secretaria de Estado de Educação divulgou uma nota lamentando profundamente o ocorrido e informou que prestará todo o apoio necessário aos alunos envolvidos no episódio, assim como a seus familiares. De acordo com a secretaria, a direção da unidade acionou a Polícia Militar de maneira preventiva, para garantir a segurança de todos e preservar um ambiente favorável ao diálogo.

2:54

Publicidade

Notícias relacionadas