Presidente do BRB promete colaborar com investigações do Caso Master

Aos senadores, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, falou: "o banco vai colaborar com as investigações e com a punição dos responsáveis pelas fraudes". Ele esteve na Comissão de Assuntos Econômico do Senado para falar sobre o esquema com o Master. O convite se transformou em convocação porque Nelson Souza disse que só compareceria após a publicação do balanço do BRB do ano passado. Publicação que ainda não ocorreu. Só vai ocorrer, segundo ele, ao final da auditoria independente

PolíticaRádio Agência Nacionalem 09 de Junho, 2026 14h06m

Aos senadores, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, falou: "o banco vai colaborar com as investigações e com a punição dos responsáveis pelas fraudes". Ele esteve na Comissão de Assuntos Econômico do Senado para falar sobre o esquema com o Master.

O convite se transformou em convocação porque Nelson Souza disse que só compareceria após a publicação do balanço do BRB do ano passado. Publicação que ainda não ocorreu. Só vai ocorrer, segundo ele, ao final da auditoria independente. Nesta terça-feira (9), aos senadores, o presidente do BRB completou: 

 "Não temos interesse em cobrir qualquer coisa do passado.  Pelo contrário. Nós estamos trabalhando de mãos dadas com a Polícia Federal,  com a Procuradoria Geral da República, com o Banco Central, com o STF e por isso que nós estamos aqui hoje nessa Comissão".

Apesar de dizer que não poderia dar todas as informações por conta do sigilo bancário e das investigações, o presidente do BRB, disse que quando assumiu, em novembro, após a Operação Compliance Zero, 23% das ações do BRB estavam em nome de pessoas ligadas ao Master. O bloqueio já foi feito e o pedido de ressarcimento também. 

Publicidade

Um acordo de recuperação do banco foi firmado a partir da conciliação com o governo e o Supremo Tribunal Federal. O projeto de lei foi encaminhado à Câmara Legislativa pela governadora Celina Leão. A proposta autoriza a captação de empréstimo superior a R$ 6,5 bilhões com o FGC, o Fundo Garantidor de Crédito. 

"Eu tenho 45 anos no mercado financeiro, mas eu nunca vi uma engenharia financeira feita dessa natureza e tão republicana.  É um empréstimo do FGC, que é um fundo privado,  que é constituído pelas contribuições dos bancos públicos ou privados, que ele faz para o GDF com a fiança ou com a garantia. dos grandes bancos brasileiros e a contra garantia de FPE e FPM dada a esses bancos pelo GDF.  É uma engenharia financeira jamais vista neste país".

O presidente do BRB ainda fez um apelo aos senadores do Distrito Federal pela aprovação da proposta na Câmara Legislativa.

2:45

Publicidade

Comentários

Notícias relacionadas