PEC da escala 6x1 abre debate sobre produtividade e hora trabalhada

Fim da escala 6x1 aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, agora é com a Comissão Especial, que deverá ser criada nos próximos dias. Nessa comissão especial serão discutidos os termos. Será negociada de que forma essa escala será implantada. O governo tem dito que concorda com uma regra de transição, mas que compensação não

PolíticaRádio Agência Nacionalem 23 de Abril, 2026 12h04m

Fim da escala 6x1 aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, agora é com a Comissão Especial, que deverá ser criada nos próximos dias. Nessa comissão especial serão discutidos os termos. Será negociada de que forma essa escala será implantada. O governo tem dito que concorda com uma regra de transição, mas que compensação não.

Nessa quarta-feira mesmo, ainda na reunião da CCJ, o deputado Reginaldo Lopes do PT, autor de uma das Pecs que foi aprovada - a outra é a da Érika Hilton, do PSOL - disse que não tem essa de compensar não.

A escala 6 por 1 se tornou, sim, no século XXI, a escravidão moderna desse século. É fundamental botar um ponto final. Os impactos serão sentidos por todos os setores da sociedade, em especial para os trabalhadores e para as famílias dos trabalhadores. Mas será positivo para o empresário, para o empreendedor. Terá ganho de produtividade. Essa é a compensação: ganho de produtividade.

Mas a oposição promete ir para o embate. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante já avisou quer discutir o assunto para que ninguém - inclusive os empresários, os patrões - saiam perdendo. E depois da votação na CCJ, já de noite em Plenário falou que o que ele defende mesmo é o esquema hora trabalhada, hora paga.

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Queremos discutir mais.  A relação mais moderna do mundo de empregador-trabalho é hora trabalhada, hora recebida, para dar liberdade ao trabalhador. Se ele quiser trabalhar em dois empregos, ele trabalha: 10 horas em um, 20 horas em outro. Dá total liberdade ao trabalhador de escolha e ao empregador de produtividade.

A comissão especial ainda não foi criada, ou seja, nem relator tem. Hugo Motta, que é o presidente da Câmara, avisou que vai seguir os trâmites com equilíbrio para que tudo possa chegar ao plenário ainda em maio.

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