Presidente Lula se reúne com representantes de centrais sindicais

No dia seguinte ao envio ao Congresso Nacional do projeto de lei que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução dos salários, o presidente Lula recebeu, no Palácio do Planalto, representantes das centrais sindicais. Os dirigentes sindicais participaram, nesta quarta-feira (15), em Brasília, da Marcha da Classe Trabalhadora e entregaram ao presidente Lula uma pauta com 68 reivindicações para os próximos cinco anos

PolíticaRádio Agência Nacionalem 15 de Abril, 2026 22h04m

No dia seguinte ao envio ao Congresso Nacional do projeto de lei que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução dos salários, o presidente Lula recebeu, no Palácio do Planalto, representantes das centrais sindicais.

Os dirigentes sindicais participaram, nesta quarta-feira (15), em Brasília, da Marcha da Classe Trabalhadora e entregaram ao presidente Lula uma pauta com 68 reivindicações para os próximos cinco anos.

Lula pediu mobilização e pressão dos trabalhadores para aprovação do PL sobre o fim da escala 6x1, enviado em regime de urgência ao Congresso:

“Cada vez que a gente manda uma coisa para aprovar no Congresso, vocês têm que saber que vocês têm que ajudar. Nós conseguimos coisas importantes. Nós conseguimos uma política tributária que a gente não conseguia há 40 anos, a isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil. E a gente pode conseguir mais, se a gente tiver mais gente comprometida com vocês.”

Reformas

O presidente Lula aproveitou o encontro com as centrais sindicais para criticar as aprovações das reformas trabalhista, em 2017, e da Previdência, em 2019, e também de outras que ele considera retrocessos para a classe trabalhadora:

“A reforma trabalhista precarizou a Previdência. Sem renda, ganhando às vezes menos que o salário mínimo, o trabalhador não conseguiu sequer contribuir. Em 2019, foi a reforma da Previdência. Na prática, acabou com a aposentadoria por tempo de contribuição. Homens têm que trabalhar até 65 anos e mulheres, até 62 anos. Quem quiser se aposentar com o salário integral, tem de contribuir, no mínimo, por 40 anos.”

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Reivindicações

O coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, Clemente Ganz, detalhou a pauta de reivindicações apresentada ao presidente Lula, dando destaque às transformações profundas no mundo do trabalho:

“Mulheres e jovens serão os mais impactados pela inteligência artificial e pela inovação tecnológica, segundo os últimos estudos da OIT. Nós temos a mudança climática, a emergência ambiental, com impactos sobre o mundo do trabalho extensos e inéditos, em situações que nós jamais imaginávamos que viveríamos. E os estudos mostram que nós, velhos, vivemos melhor se nós temos uma inserção participativa. Portanto, nós temos que repensar o mundo do trabalho, o tempo do trabalho e a qualidade da vida no trabalho.”

Rick Azevedo

Lula, no evento, homenageou o ativista e ex-balconista Rick Azevedo, que criou o movimento Vida Além do Trabalho, que acabou dando origem ao projeto de redução de jornada. O presidente chegou a sugerir que, se a lei for aprovada, tenha o nome do ativista.

*Com informações da Agência Brasil

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