
O Brasil assumiu nesta quinta-feira (9) a presidência da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas), aliança formada por mais de 20 países, em sua maioria africanos. O discurso de posse destacou a importância de manter o Atlântico Sul livre de conflitos armados e de disputas geopolíticas, além de reforçar o compromisso com a preservação ambiental.
A reunião, realizada no Rio de Janeiro, marca o início da presidência rotativa brasileira, que terá duração de três anos. O país assume o posto no lugar de Cabo Verde.
O encontro de ministros e vice-ministros da Zopacas aconteceu na Escola Naval, na Baía de Guanabara. A iniciativa reúne 24 nações da África e da América do Sul, nas duas margens do Atlântico Sul, e celebra quatro décadas de criação.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a Zopacas é uma prioridade da política externa brasileira. O Brasil, inclusive, está entre os países que idealizaram a criação da zona de cooperação.
Rio de Janeiro (RJ), 09/04/2026 – O Ministro Mauro Vieira preside a cerimônia de abertura da IX Reunião Ministerial da ZOPACAS, no Rio de Janeiro. - Carlos Cruz/MRE.Entre os principais objetivos da Zopacas está o compromisso com um Atlântico Sul livre de armas nucleares e de outros armamentos de destruição em massa. A agenda também inclui a segurança marítima, com ações de combate ao tráfico de drogas, à pirataria e à pesca ilegal. O Brasil possui o maior litoral voltado para o Atlântico Sul, com mais de 10 mil quilômetros de extensão.
A Agência Brasileira de Cooperação, ligada ao Itamaraty, é um dos principais instrumentos do país nesse trabalho conjunto com as demais nações. Diretora-adjunta da agência, a embaixadora Luiza Lopes da Silva, destacou que a cooperação internacional é uma prática comum entre países que compartilham interesses ou trajetórias históricas semelhantes.
“Isso acontece com muitos países, não apenas com o Brasil. Diversas nações se especializam em cooperação com seu entorno ou com ex-colônias, o que não é o caso brasileiro. A Inglaterra coopera com países anglófonos, a França com a francofonia, Portugal com os países africanos de língua oficial portuguesa, a Espanha com ex-colônias e até a Holanda iniciou trabalhos semelhantes.”
Ainda nesta quinta-feira, está prevista a assinatura da Convenção para a Proteção do Meio Ambiente Marinho no Atlântico Sul, que estabelece regras para prevenir, reduzir e controlar os danos ao oceano.
* Com informações da Agência Brasil.
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