Carlos Viana dá explicações sobre destinação de emendas à igreja
O senador Carlos Viana voltou a dar explicações sobre as emendas que apresentou à Fundação Oásis, braço social da Igreja da Lagoinha, da qual é frequentador. Disse que todos os recursos foram encaminhados de forma legal e afirmou não ter relação com

O senador Carlos Viana voltou a dar explicações sobre as emendas que apresentou à Fundação Oásis, braço social da Igreja da Lagoinha, da qual é frequentador. Disse que todos os recursos foram encaminhados de forma legal e afirmou não ter relação com Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, do Master, e que também é da Lagoinha. Afirmou que a atuação de Zettel na igreja é independente e não tem nada a ver com ele.
As informações foram dadas durante uma coletiva convocada por Carlos Viana na manhã desta terça-feira, isso depois da decisão mais recente do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal — decisão desta segunda, em que Dino entendeu ter havido falta de transparência e de rastreabilidade nas emendas apresentadas por Viana. Foram R$ 3,6 milhões em emendas em três exercícios financeiros para a Fundação Oásis. O ministro ainda deu prazo de 10 dias para que sejam encaminhados todos os documentos relativos aos trâmites das emendas parlamentares.
O senador explicou que os recursos foram enviados na modalidade “fundo a fundo”, sob todos os critérios técnicos e que coube às prefeituras escolherem as entidades beneficiadas. Ele rebateu o termo “emendas PIX”, reforçou que a decisão de Dino não é de mérito, é apenas de pedido de mais informações e voltou a afirmar que está tranquilo.
"Eu deito a minha cabeça com tranquilidade e acredito na justiça. Porque, se houver, eu volto a dizer para vocês: toda a documentação vai mostrar claramente que eu nunca fiz absolutamente nada errado, não tive qualquer ingerência sobre nada", disse.
Ainda não conseguimos contato com a Igreja Lagoinha. O espaço segue aberto.
Viana também falou sobre CPI Mista do INSS
Mas, além das emendas parlamentares, o senador falou sobre a CPI Mista do INSS, que acabou sem o relatório aprovado. Disse que as investigações continuam na Justiça e que pretende encaminhar o documento de 4.400 páginas ao Supremo Tribunal Federal.
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