São Paulo, 17 de Outubro de 2026
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Cármen Lúcia: inteligência artificial será desafio para eleições 2026

A desinformação e as mentiras contaminam o processo eleitoral. É o que disse a presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Cármen Lúcia, em seminário sobre segurança, comunicação e desinformação nesta terça-feira (27). Segundo ela, o uso da t

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Rádio Agência Nacional

Cármen Lúcia: inteligência artificial será desafio para eleições 2026
Créditos: Rádio Agência Nacional

A desinformação e as mentiras contaminam o processo eleitoral. É o que disse a presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Cármen Lúcia, em seminário sobre segurança, comunicação e desinformação nesta terça-feira (27).

Segundo ela, o uso da tecnologia e, principalmente, da Inteligência Artificial estão entre os desafios para as próximas eleições. Porque o mau uso delas, deforma o processo. Ilude o eleitor.

"As mentiras tecnologicamente divulgadas com a chamada desinformação que deforma, transtorna, ilude e, portanto, ao invés de garantir o direito constitucional à informação, passam a desinformar. Isto pode levar a que alguém vote achando que está votando numa pessoa que o representa e que no final se descobre que aquilo não passava de uma falsidade na qual ele depois diz: 'eu não votaria se soubesse'".

E é, justamente, a informação que combate esse mau uso das tecnologias. A presidente do TSE afirmou que é preciso que o eleitor saiba o conteúdo que foi manipulado, de que forma e como ele será retirado do ar. Para que tenha certeza da escolha de seu candidato.

"A dúvida corrói as bases democráticas de um processo eleitoral que precisa de ser garantido de maneira íntegra de maneira tranquila, que isto não seja um momento de tumulto, de turbulência, menos ainda de violência".

Cármen Lúcia falou ainda na necessidade de que o pleito de outubro ocorra de forma tranquila e que o eleitor tenha segurança e calma para votar.

"A segurança, a segurança pessoal, a segurança social, a segurança política que cada eleitora e eleitor poderá votar em quem ele quiser e qualquer tipo de agravo, de restrição, de limitação indevida a esse direito político fundamental, que é de escolher o seu representante, precisa de ser devidamente cortado".

Ela ainda reforçou: o voto eletrônico é seguro e transparente. E, na urna, não há qualquer interferência humana ou de internet. Tudo para garantir que a relação eleitor-urna seja exclusiva, tranquila e sem pressões.

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