Agenda do Congresso tem PL Antifacção e PEC da Segurança Pública
Mais uma segunda-feira de depoimento na CPI do INSS. Desta vez, será o empresário Sandro Temer de Oliveira, que é ligado a duas entidades que são investigadas no esquema de descontos ilegais. A suspeita é de distribuição de dinheiro para empresas em

Mais uma segunda-feira de depoimento na CPI do INSS. Desta vez, será o empresário Sandro Temer de Oliveira, que é ligado a duas entidades que são investigadas no esquema de descontos ilegais. A suspeita é de distribuição de dinheiro para empresas em nome de laranjas. Um dos requerimento de convocação fala no patrimônio de Sandro Temer: veículos de luxo, dinheiro...: um “patrimônio nababesco”, segundo o senador Izalci.
Outro depoimento que pode ocorrer ainda hoje é o de Jucimar Fonseca da Silva, ex-coordenador de pagamentos e benefícios do INSS. Vai ser a terceira tentativa de ouví-lo. Nas outras duas, ele apresentou atestado médico. E vai explicar por que teria assinado documentos permitindo o desconto por parte de uma das associações investigadas.
A temperatura no Congresso deve aumentar mesmo a partir desta terça. Isso por conta do PL Antifacção e da PEC da Segurança Pública.
Vamos por ordem. Primeiro, o PL Antifacção. Amanhã tem audiência pública. O relator, senador Alessandro Vieira, quer ouvir o Ministério da Justiça, Receita, polícias e procuradores. A previsão é a de que o relatório seja votado ainda esta semana tanto na CCJ quanto no plenário. Ele já disse que vai fazer alterações ao relatório aprovado na Câmara e relatado pelo Guilherme Derrite, que é secretário licenciado de segurança pública de São Paulo. E avisou que não vai retirar recursos da Polícia Federal, dos fundos destinados à PF, entre outras mudanças.
Já a PEC da Segurança Pública vai ter o relatório discutido entre os líderes em reunião amanhã e na Comissão Especial na quinta. O relatório é do deputado Mendonça Filho. Essa é aquela proposta de emenda à Constituição que fala da integração entre as polícias, base de dados, aumento de pena, estrangulamento financeiro. E ela foi encaminhada pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que, inclusive vai estar na Comissão Especial também amanhã para discutir o assunto.
Pra arrematar ainda tem a CPI do Crime Organizado, que ouve Cláudio Castro, governador do Rio, na quarta-feira, junto com o secretário de segurança pública, Vitor César dos Santos. Vão falar sobre a operação que deixou 121 mortos em outubro, sobre o combate a facções e o trabalho de investigação e da polícia nestas operações.
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