Déficit de vagas no sistema prisional do país é de 40%, diz diretor
Com um déficit carcerário de 40% em todo o país, seriam necessários R$ 14 bilhões para suprir essa deficiência de vagas. A informação é do diretor de Inteligência Penal da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), Antônio Glautter Morais. E

Com um déficit carcerário de 40% em todo o país, seriam necessários R$ 14 bilhões para suprir essa deficiência de vagas. A informação é do diretor de Inteligência Penal da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), Antônio Glautter Morais. Ele esteve na CPI do Crime Organizado nesta quarta-feira (19).
"Temos cerca de 500 mil vagas para 702 mil presos, o que dá uma superpopulação carcerária, um déficit de vagas em torno de 40%. Para suprir esse déficit de mais de 200 mil vagas, precisaria em torno de R$ 14 bilhões para construção de unidades".
Mesmo falando em falta de orçamento e de recursos, o diretor do Senappen afirmou que é preciso, antes de tudo, implementar o Plano Pena Justa, iniciativa do poder Judiciário com o Executivo para tratar do cumprimento de penas e, mais que isso, dos critérios de entrada das pessoas no sistema prisional.
"E aí não é soltar preso, não é encarcerar ou segregar a liberdade de quem precisa estar encarcerado, mas de trazer outras alternativas ao cárcere".
O depoimento desta quarta-feira foi importante para, segundo o presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), trazer esse panorama de falta de recursos.
"É preciso que haja um investimento muito maior. Tudo para falar em segurança tem que ter orçamento. E orçamento é o que está faltando nessa pauta, com a revelação que, para mim, como presidente, foi muito clara com a oitiva do diretor".
Agenda de depoimentos
Para esta quarta-feira estava previsto ainda o depoimento do promotor de Justiça Lincoln Gakyia, um dos principais promotores que atuam na investigação e combate ao PCC. O depoimento foi remarcado para a próxima terça-feira.
A partir do dia primeiro, a CPI pretende começar a ouvir governadores e secretários de Segurança Pública de 11 estados. A ordem dos depoimentos ainda será definida, mas na lista estão Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, e Cláudio Castro, do Rio de Janeiro. Estados de origem das duas maiores facções do país.
2:33Notícias relacionadas
POLÍTICA
Câmara aprova mudança em cargos na Justiça do Trabalho de Goiás
POLÍTICA
Câmara aprova criação de rota turística da fé em Cidade Ocidental (GO)
POLÍTICA
Câmara aprova projeto que prevê orientação vocacional para estudantes do ensino médio
POLÍTICA
