CPMI do INSS aprova mais 5 pedidos de prisão e ouve Onyx Lorenzoni

Mais cinco pedidos de prisão preventiva de investigados foram aprovados, nesta quinta-feira (6), pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS

PolíticaRádio Agência Nacionalem 06 de Novembro, 2025 15h11m

Mais cinco pedidos de prisão preventiva de investigados foram aprovados, nesta quinta-feira (6), pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Desta vez, para:

- Ex-dono da Amar Brasil Clube de Benefícios, Felipe Macedo Gomes;

- Presidente do Instituto Terra e Trabalho, Vinícius Ramos da Cruz;

- Secretário da Conafer, Silas Vaz;

- Empresários Domingos Sávio de Castro e Rubens Oliveira Costa (ligados a Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado como principal operador do esquema).  

O pedido é para que o ministro André Mendonça, que é o relator dessa ação no Supremo Tribunal Federal (STF), determine a prisão como “garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal”.

Felipe Macedo Gomes esteve na CPI no dia 20 e, protegido por um habeas corpus, ficou calado. O ex-presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios também é acusado de ter repassado R$ 60 mil para a campanha de Onyx Lorenzoni ao governo do Rio Grande do Sul, em 2022. Onyx - que foi ministro do Trabalho e Previdência em 2021 e 2022, no governo Bolsonaro - prestou depoimento à CPI Mista nesta quinta-feira. 

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O relator, deputado Alfredo Gaspar, do União de Alagoas, foi direto: "Esses R$ 60 mil foi vantagem indevida pelo exercício do cargo de Ministro da Previdência?".

"Bom, eu tenho uma vida pública de 28 anos e nunca tive nenhum processo envolvendo dinheiro público", respondeu Lorenzoni.

Antes do depoimento, o presidente da CPI Mista do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), chegou a fazer um balanço dos trabalhos até agora. Disse que a comissão já tem mapeado como atuava o núcleo criminoso do esquema, que era formado por servidores públicos, operadores e tinha a colaboração de agentes políticos. Agora é saber quem são essas pessoas e quais eram as ramificações.

"Nós temos muito bem configurado que temos um núcleo criminoso de pelo menos 3 servidores públicos que passaram de governo para governo e se mantiveram em postos chaves. Temos um quarto que está sendo investigado. Esse núcleo se juntou aos operadores que já conhecemos, que faziam a recepção e lavagem do dinheiro por meio das empresas falsas".

Para isso, além das prisões, a CPI propõe mais depoimentos e até acareações. Entre os mais de 180 requerimentos aprovados nesta quinta-feira, está o que pede uma acareação entre o advogado Eli Cohen, que atuou nas denúncias do esquema, e o Careca do INSS.

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