Ex-diretor, Alexandre Guimarães, entra em contradição na CPMI do INSS
O ex-diretor de Governança, Planejamento e Inovação do INSS, Alexandre Guimarães, entrou em contradição, nesta segunda-feira, durante depoimento à CPMI do Instituto, sobre qual político teria feito a indicação dele para o cargo no órgão. Ao longo da

O ex-diretor de Governança, Planejamento e Inovação do INSS, Alexandre Guimarães, entrou em contradição, nesta segunda-feira, durante depoimento à CPMI do Instituto, sobre qual político teria feito a indicação dele para o cargo no órgão. Ao longo da oitiva, Guimarães também reconheceu que abriu uma empresa para atender a uma demanda do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Logo no início do depoimento, o relator da Comissão, Alfredo Gaspar, do União Brasil de Alagoas, questionou Guimarães sobre como ele conseguiu indicação para diferentes cargos públicos nas diretorias da Infraero e do INSS.
“Quem lhe indicou para o INSS no ano de 2017 e qual foi a função que o senhor exerceu lá?
Como em qualquer cargo público tem a indicação de um político. Certo. Eu estou, deixa eu lembrar aqui, e esclareço que eu não tenho um relacionamento com nenhum deles, mas é como eu, precisando de colocação, espalhei currículos."
Alfredo Gaspar estranhou o fato e ironizou a situação:
“Uma diretoria tão importante do INSS, uma indicação política, sem o indicador conhecer sequer o indicado, sem saber nem os propósitos de o indicado.
É através do currículo mesmo.
Então, isso é uma boa notícia para o Brasil, o senhor espalhou o seu currículo e virou diretor da Infraero e diretor do INSS, não é isso? Exatamente. Sem nenhuma conversa preliminar com os parlamentares? Nenhuma.”
Alexandre Guimarães é investigado pela Polícia Federal por supostamente ter recebido repasses do INSS e também de intermediários de associações que realizavam os descontos indevidos dos aposentados e pensionistas.
O ex-diretor admitiu que ainda prestou serviço para as empresas de Antônio Carlos Camilo Antunes, após o início das investigações sobre as fraudes no INSS, no início deste ano.
“O senhor ainda mantém relação com o senhor Antônio Carlos Camilo através de suas empresas ou pessoa física? Encerramos.
Quando? Assim que saiu a operação, sem desconto, eu ainda prestei serviço em maio desse ano e depois encerrei e pedimos, é lógico, a empresa com a imagem negativa que estava, meu nome também, nós optamos por encerrar a empresa.”
A empresa de Alexandre Guimarães, a Vênus Consultoria, teve bens e ativos bloqueados pela Justiça, após a deflagração da Operação Sem Desconto da Polícia Federal e da Controladoria Geral da União. As investigações apontam que ele recebeu ao menos R$ 2 milhões e a polícia identificou um único repasse de R$ 300 mil, feito pelo 'Careca do INSS'. Guimarães foi diretor do INSS entre 2021 e 2023 e chegou a CPMI sem habeas corpus.
3:19Notícias relacionadas
POLÍTICA
Câmara aprova mudança em cargos na Justiça do Trabalho de Goiás
POLÍTICA
Câmara aprova criação de rota turística da fé em Cidade Ocidental (GO)
POLÍTICA
Câmara aprova projeto que prevê orientação vocacional para estudantes do ensino médio
POLÍTICA
