Acordo reforça proteção a golfinhos na Praia de Pipa

Ministério Público Federal firmou, nesta semana, um acordo com a prefeitura de Tibau do Sul, no Rio Grande do Norte, e com operadores turísticos da Praia de Pipa para reforçar a proteção aos golfinhos da região. O termo de ajustamento de conduta também foi assinado pela Associação do Turismo Náutico de Pipa e estabelece uma série de regras para preservar a fauna marinha da Reserva Faunística Costeira de Tibau do Sul, um dos principais destinos turísticos do país

Meio AmbienteRádio Agência Nacionalem 18 de Março, 2026 14h03m

Ministério Público Federal firmou, nesta semana, um acordo com a prefeitura de Tibau do Sul, no Rio Grande do Norte, e com operadores turísticos da Praia de Pipa para reforçar a proteção aos golfinhos da região.

O termo de ajustamento de conduta também foi assinado pela Associação do Turismo Náutico de Pipa e estabelece uma série de regras para preservar a fauna marinha da Reserva Faunística Costeira de Tibau do Sul, um dos principais destinos turísticos do país.

Entre as medidas, estão limites no tempo de observação e na quantidade de passeios de barco, com foco na proteção dos golfinhos da espécie boto-cinza e também das tartarugas marinhas.

O acordo prevê ainda o funcionamento regular do conselho gestor da reserva e a elaboração de um plano de manejo, que deve ser concluído em até um ano.

Segundo o Ministério Público, são frequentes problemas como excesso de passeios, lotação acima do permitido e até perseguição aos animais.

Essas práticas podem provocar impactos como abandono de áreas, alteração na comunicação dos golfinhos, além de reduzir o tempo de descanso, alimentação e socialização.

Publicidade

Atualmente, 11 embarcações estão licenciadas e realizam dezenas de passeios por dia.

Com o acordo, os operadores se comprometem a reduzir o tempo de observação dos golfinhos de 20 para dez minutos por grupo, limitar a até quatro passeios diários por embarcação, podendo chegar a seis em períodos de alta demanda, além de manter distância mínima de 100 metros e velocidade reduzida nas proximidades dos animais.

Já a prefeitura deverá reforçar a fiscalização, limitar o número de embarcações na água ao mesmo tempo e suspender a concessão de novos alvarás, além de definir critérios mais rigorosos para renovar ou cancelar licenças.

A reserva é a única unidade de conservação do estado criada com o objetivo de proteger o boto-cinza, espécie considerada ameaçada de extinção.

2:07

Publicidade

Comentários

Notícias relacionadas