Com 90% das urnas apuradas, eleições no Peru seguem indefinidas

Uma disputa muito acirrada no segundo turno da eleição presidencial peruana foi realizada neste domingo. Até o início da manhã desta segunda-feira, mais de 90% das urnas já haviam sido apuradas, porém sem um resultado oficial. A candidata de direitista, Keiko Fujimori, liderava a disputa com 50,4% dos votos. Já o candidato da esquerda, Roberto Sánchez, estava com 49,5%. Segundo a imprensa peruana, essa diferença ainda é muito pequena para já haver uma definição sobre quem será o próximo presidente do Peru

InternacionalRádio Agência Nacionalem 08 de Junho, 2026 11h06m

Uma disputa muito acirrada no segundo turno da eleição presidencial peruana foi realizada neste domingo. Até o início da manhã desta segunda-feira, mais de 90% das urnas já haviam sido apuradas, porém sem um resultado oficial.

A candidata de direitista, Keiko Fujimori, liderava a disputa com 50,4% dos votos. Já o candidato da esquerda, Roberto Sánchez, estava com 49,5%. Segundo a imprensa peruana, essa diferença ainda é muito pequena para já haver uma definição sobre quem será o próximo presidente do Peru.

Keiko é filha do ex-ditador do Peru, Alberto Fujimori, que esteve à frente do país na década de 90. Ele foi condenado por violações de direitos humanos, incluindo a esterilização forçada de mulheres indígenas.

O deputado Roberto Sánchez foi ministro do ex-presidente Pedro Castillo e prometeu uma reforma que substituísse a constituição herdada de Fujimori. A imprensa destaca a tentativa de Sánchez de se associar a Castillo para obter maior apoio nas áreas rurais. No primeiro turno tumultuado, a apuração demorou mais de um mês. Ao todo, 35 candidatos estavam na disputa.

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Segundo a Justiça Eleitoral peruana, durante o segundo turno neste domingo, pessoas supostamente ligadas a organizações políticas tentaram alterar ou invalidar os votos com cédulas marcadas. Contudo, elas foram impedidas por funcionários das mesas de votação. Foram registrados 15 casos na região metropolitana de Lima e outros no interior.

O presidente da Junta Eleitoral peruana, Roberto Burneo, pediu responsabilidade e moderação às autoridades e a qualquer pessoa para não deslegitimar o processo eleitoral. Cerca de 27 milhões de eleitores puderam ir às urnas para eleger o nono presidente peruano em 10 anos de crise política no país. Desde 2016, dois deles renunciaram e seis foram afastados.

A expectativa é que o processo eleitoral seja concluído, no máximo, até as 7h da noite desta segunda-feira, no horário de Brasília.

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