Lula critica racha na América Latina frente a "tentações hegemônicas"

Ao discursar na abertura do Fórum Econômico da América Latina e Caribe, o presidente Lula criticou a atuação da Celac - a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos. Ou melhor, a falta de atuação. Segundo Lula, o bloco está paralisado. Nem ao menos se pronunciou quanto às intervenções militares na região, numa referência às ações dos Estados Unidos na Venezuela. "Voltamos a ser uma região dividida, mais voltada para fora do que para si própria

InternacionalRádio Agência Nacionalem 28 de Janeiro, 2026 13h01m

Ao discursar na abertura do Fórum Econômico da América Latina e Caribe, o presidente Lula criticou a atuação da Celac - a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos. Ou melhor, a falta de atuação. Segundo Lula, o bloco está paralisado. Nem ao menos se pronunciou quanto às intervenções militares na região, numa referência às ações dos Estados Unidos na Venezuela.

"Voltamos a ser uma região dividida, mais voltada para fora do que para si própria. Permitimos que conflitos e disputas ideológicas alheios se imponham. As ameaças do extremismo político e da manipulação da informação se incorporam ao nosso cotidiano". 

E, sem citar Trump, completou:

"A proximidade geográfica com a maior potência militar do mundo é outra referência inescapável, seja pela sua presença ou pelo seu distanciamento, sobretudo, num contexto de recrudescimento de tentações hegemônicas".

⏩ Ouça também: No Panamá, Lula fala sobre a Venezuela e critica interferência dos EUA

O presidente reforçou a necessidade de união e integração da região. Falou em multilateralismo, democracia, paz e estabilidade política, econômica e social. Lula ainda defendeu a neutralidade do Canal do Panamá, algo questionado por Trump que ameaçou retomar o controle da via interoceânica.

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"A integração e a infraestrutura não tem ideologia. Por isso, o Brasil defende a neutralidade do Canal do Panamá, administrado de forma eficiente, segura e não discriminatória há quase três décadas".

Lula participou do evento como convidado e, no discurso, aproveitou para fazer um balanço da atuação brasileira no âmbito regional e internacional. Lembrou a saída do Brasil, mais uma vez, do mapa da fome.

E completou: "a única guerra que precisamos travar é contra a fome e a desigualdade". E as armas para isso, segundo o presidente, são integração, investimento e parcerias.

2:12

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