São Paulo, 17 de Outubro de 2026
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Trump diz que ataque à Venezuela deixou "muitos" mortos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um discurso em Washington nesta terça-feira (6), aos deputados do Partido Republicano, elogiando a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, no último sábado (3)

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Agência Brasil

Trump diz que ataque à Venezuela deixou "muitos" mortos
Créditos: Agência Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um discurso em Washington nesta terça-feira (6), aos deputados do Partido Republicano, elogiando a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, no último sábado (3). Naquela madrugada, militares do país sequestraram o presidente, Nicolás Maduro, e a primeira-dama, Cília Flores.

Aos parlamentares, Trump disse, sem dar mais detalhes, que "do outro lado, muitos morreram" na operação, especificando que havia "muitos cubanos" entre os mortos.

“A operação na Venezuela foi muito complexa. Tivemos 152 aeronaves envolvidas, e muita gente no solo. Mas eu acho que foi incrível, ninguém morreu. Do outro lado sim, muitos morreram. Infelizmente, devo dizer. Muitos cubanos”, disse Trump se referindo-se aos seguranças de Maduro.

Trump falou diretamente sobre o presidente da Venezuela. “Ele era um cara violento. Ele tentou imitar a minha dança, mas é um sujeito violento”, disse, lembrando um vídeo em que Maduro fez uma dança parecida com a de Trump há alguns meses.

O presidente norte-americano seguiu elogiando o trabalho do exército de seu país na América do Sul.

“Cortamos a eletricidade em quase todo o país, foi aí que eles perceberam que havia um problema. Em Caracas, as únicas pessoas que tinham luz eram as que estavam com velas. Foi um ataque brilhante taticamente”.

Para o mandatário dos Estados Unidos, seu país provou que tem a mais poderosa, letal e sofisticada força militar do planeta.

“Não tem ninguém nem perto de nós. Ninguém pode nos enfrentar, não tem discussão sobre isso".

Trump também criticou o Partido Democrata, que foi contra as ações dos EUA na Venezuela. Falou mal dos manifestantes em Nova York, que protestaram contra o sequestro de Maduro. “Essas pessoas em Nova York são pagas”, disse o presidente.

"Mortes a sangue frio"

No último domingo (4), o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, disse que boa parte da equipe de segurança de Nicolas Maduro foi morta “a sangue frio” durante o ataque perpetrado pelos Estados Unidos.

“Soldados, soldadas e cidadãos inocentes”, disse Padrino, sem citar nomes ou números específicos. A declaração foi feita em vídeo, em que o ministro aparece acompanhado de membros das Forças Armadas do país. 

Ao ler um comunicado oficial, Padrino rechaçou a intervenção norte-americana no país e exigiu a liberação de Maduro, que está detido em Nova York, sob acusação de narcoterrorismo. 

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