São Paulo, 19 de Outubro de 2026
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Polícia de SP prende suspeitos de aplicarem golpe do “falso advogado”

A Polícia Civil de São Paulo prendeu durante uma operação, nesta terça-feira (24), quatro pessoas que aplicavam o golpe do “falso advogado”. No estado, foram expedidos seis mandados de busca e apreensão

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Agência Brasil

Polícia de SP prende suspeitos de aplicarem golpe do “falso advogado”
Créditos: Agência Brasil

A Polícia Civil de São Paulo prendeu durante uma operação, nesta terça-feira (24), quatro pessoas que aplicavam o golpe do “falso advogado”. No estado, foram expedidos seis mandados de busca e apreensão.

As investigações apontam que os criminosos se passavam por advogados das vítimas e informaram que o precatório – requisições de pagamento emitidas pelo Judiciário para quitar dívidas de entes públicos – havia saído. Em seguida, era solicitado o pagamento de taxas inexistentes via Pix.

Após obter as informações, os suspeitos clonavam a foto do advogado das redes sociais e ligavam para as vítimas. De acordo com a polícia, o crime ocorria em São Paulo e migrava para outro estado quando a vítima fazia o pagamento.

A ação faz parte de uma operação liderada pela polícia de Santa Catarina, com suporte do Núcleo de Inteligência do Tribunal de Justiça de SP. Após a execução dos mandados, os autos serão formalizados na 2ª Delegacia de Capturas, no Palácio da Polícia Civil. Os investigados responderão pelo crime de estelionato qualificado de natureza cibernética.

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Como evitar o golpe

O golpe de falso advogado geralmente busca persuadir a vítima a fornecer dados pessoais, como chaves de acesso ao Pix, senhas ou informações de contas bancárias. Para a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o esquema criminoso é eficaz porque os golpistas têm acesso aos dados inseridos nos processos judiciais, que são públicos.

Os criminosos enganam as vítimas de várias maneiras. Podem se passar por representantes de instituições financeiras e pedir dados sigilosos sob o pretexto de “resolver um problema”. Também enviam mensagens fraudulentas por e-mail, SMS ou redes sociais contendo links para páginas que visam roubar informações pessoais.

Para evitar cair no golpe, a OAB orienta jamais acreditar em pessoas ou números desconhecidos. O cliente deve também sempre verificar a veracidade da informação recebida por WhatsApp, seja entrando em contato com o advogado através dos canais oficiais ou comparecendo pessoalmente ao escritório de advocacia.

*Estagiário sob supervisão de Odair Braz Junior

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