São Paulo, 17 de Outubro de 2026
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Martinelli admite substituir Raphinha e vê Neymar "querendo muito"

O atacante Gabriel Martinelli admitiu a preferência por jogar na ponta esquerda do ataque, mas afirmou que, se o técnico Carlo Ancelotti precisar, atuará sem problemas no lado direito no duelo de quarta-feira (24), às 19h (horário de Brasília), contr

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Agência Brasil

Martinelli admite substituir Raphinha e vê Neymar "querendo muito"
Créditos: Agência Brasil

O atacante Gabriel Martinelli admitiu a preferência por jogar na ponta esquerda do ataque, mas afirmou que, se o técnico Carlo Ancelotti precisar, atuará sem problemas no lado direito no duelo de quarta-feira (24), às 19h (horário de Brasília), contra a Escócia, em Miami (Estados Unidos), pela terceira e última rodada do Grupo C da Copa do Mundo.

Embora não seja favorito, o jogador do Arsenal - que é destro - pode ser opção para o lugar de Raphinha, que sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa direita durante a vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, na última sexta (19), na Filadélfia (EUA). Os atacantes Rayan e Luiz Henrique, habitualmente utilizados pela direita, são os principais candidatos a saírem jogando.

"Joguei [pela direita] no Arsenal quando o Bukayo Saka [atacante da seleção inglesa] se machucou. Se ele [Ancelotti] pedir para jogar de lateral-direito, eu faço. Claro, mister!", completou o atleta, que entrou em campo aos 19 minutos da etapa final contra o Haiti.

O camisa 22 do Brasil atua na Inglaterra, assim como metade dos 26 convocados da Escócia para a Copa. Por conhecer boa parte dos jogadores que estão do outro lado do confronto de quarta, o atacante - no Arsenal desde 2019 - pregou cautela quanto ao adversário, mas reforçou a importância de buscar a vitória e, por consequência, a liderança do Grupo C, que pode auxiliar a logística para a sequência do torneio.

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Se ficarem em primeiro, os brasileiros permanecem nos Estados Unidos durante todo o mata-mata e podem seguir baseados em Nova Jersey, onde estão desde a chegada. Caso acabe na segunda colocação, a Amarelinha terá de jogar os 16 avos de final no México, na cidade de Monterrey. Avançando às oitavas, a equipe voltaria para território norte-americano. Assim, seria necessário mudar a logística, com o Brasil ficando "itinerante" no Mundial.

"Com certeza, será um jogo muito difícil. A Escócia tem jogadores de qualidade na frente. Tem o [meia John] McGinn, que a gente sempre enfrenta, do Aston Villa. O [Andy] Robertson, do Liverpool. O [também lateral Kieran] Tierney [ex-Arsenal, atualmente no Celtic, do futebol escocês], que é um dos melhores caras que conheci no futebol. Rápido e humilde. Espero que não jogue tão bem na quarta [risos]", comentou Martinelli.

"Queremos ir a Miami e ganhar, para classificarmos em primeiro e continuarmos aqui [em Nova Jersey], com todas as facilidades que tem, é muito melhor", resumiu o brasileiro.

Martinelli foi questionado, também, sobre a volta do atacante Neymar aos treinos, após tratar uma lesão grau dois na panturrilha direita. Ele ainda respondeu se os jogadores estariam prontos para se dedicarem "10% a mais" se isso auxiliasse o rendimento do camisa 10.

"A gente correria 20, 30% a mais para potencializar o Ney ou o [atacante] Vini [Júnior], quem quer que seja. Se precisar defender em uma linha de cinco, não só eu, mas toda a equipe está se doando bastante. A gente quer ganhar a Copa, sabe da capacidade que temos. Correria 10, 20, 30, 40% a mais para isso", afirmou o jogador do Arsenal.

"Ele [Neymar] está em um nível muito alto. A gente pode ver a qualidade dele no treinamento, que todo mundo já sabe. A intensidade, o jeito que ele voltou, a gente vê que está querendo muito. Ficamos felizes de ter um jogador como ele do nosso lado", concluiu Martinelli.

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