São Paulo, 17 de Outubro de 2026
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Determinação é chave para mulheres vencerem preconceito no futebol

Atuar em cenários tipicamente masculinos ainda é um desafio para muitas mulheres, em diversas áreas. No futebol, então, as barreiras ficam ainda mais altas e permanecer nesse espaço exige determinação

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Agência Brasil

Determinação é chave para mulheres vencerem preconceito no futebol
Créditos: Agência Brasil

Atuar em cenários tipicamente masculinos ainda é um desafio para muitas mulheres, em diversas áreas. No futebol, então, as barreiras ficam ainda mais altas e permanecer nesse espaço exige determinação.

Neste Mês da Mulher, atletas, narradoras e meninas que estão começando no esporte contam como a vontade de vencer sustenta a disposição diária de estar inserida nesse esporte, proibido às mulheres por praticamente 40 anos.

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Ambiente seguro

Há três meses no Ministério do Esporte, onde ocupa a Diretoria de Políticas de Futebol e de Promoção do Futebol Feminino, a ex-jogadora Formiga destaca que, para haver mais mulheres em campo, é preciso avançar na construção de um ambiente seguro.

Formiga foi a única atleta a disputar sete Copas do Mundo de Futebol. Na posição de volante e meia, foi duas vezes vice-campeã olímpica e uma vez vice-campeã mundial. Conquistou ainda os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007, com vitória do Brasil por 5 a 0 sobre os Estados Unidos na final.

“Precisamos trazer segurança não só para essas atletas de hoje, mas para todas as meninas, mulheres, independentemente em que cargo estejam, seja como treinadora, árbitra, diretora.”

Para isso, a formação de base é essencial. “Meninas tem até demais, talentos temos até demais, mas, enquanto não tivermos estrutura, vamos avançar pouco”, destacou a atleta, que agora tem, dentre outros propósitos, trabalhar para aumentar o número de atletas no futebol.

Segundo ela, todos os estados precisam consolidar times femininos, com foco na formação de base, assim como ocorre em São Paulo.

“A gente entende que São Paulo praticamente é o peso do futebol feminino, mas é preciso ter um equilíbrio no país inteiro. Os clubes precisam aceitar isso, precisam nos ajudar nisso.”

Meninas no futebol

A meio-campista Isadora Jardim disputa a categoria sub-15 pelo Corinthians- iisagol.10/Instagram

De início, apenas como um sonho, Isadora Jardim, de apenas 14 anos, vive agora um momento mais confortável, porém desafiador em sua trajetória no futebol. 

A atleta deixou a cidade em que mora, no Distrito Federal, e se mudou para São Paulo, onde atua no Corinthians. A nova rotina inclui treinos na parte da manhã e estudos à tarde.

Convocada para a Seleção Brasileira sub-15, a meio-campista conta que já ouviu muitos conselhos desanimadores.

“Já ouvi muitos comentários do tipo ‘futebol não é para mulher’, ‘mulher não joga futebol’. E Isso nunca é bom, mas aprendi a lidar com eles e a me tornar mais forte.”

Para as meninas que se interessam por jogar futebol, Isadora destaca a importância de enfrentar os desafios e seguir firme.

 “Deixo aqui meu apoio e incentivo para todas as meninas que sonham com o futebol, assim como eu: nunca desistam e continuem treinando.”

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Narração esportiva

Em outra área de atuação no futebol, a narradora Luciana Zogaib cita a presença predominantemente masculina no esporte.

A narradora Luciana Zogaib integra a equipe de esportes da EBC Fernando Frazão/Agência Brasil

“O rádio tem 100 anos, e só havia homens fazendo esse trabalho de locução. Há uma resistência muito grande em relação às mulheres. Culturalmente, o machismo no futebol é muito, muito forte.”

A locutora que faz parte do time da TV Brasil e da Rádio Nacional destaca a importância da presença feminina nas cabines, como forma de expandir esse segmento.

“Isso é fundamental para abrir esse mercado, para que os outros parceiros também vejam a necessidade de ter locutoras [em seus quadros] e, com isso, gerar oportunidades em outros locais.”

Copa 2027

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) tem o futebol feminino como prioridade de exibição e integra as câmaras temáticas que trabalham nos preparativos para a Copa de Futebol Feminino 2027, que ocorrerá no Brasil.

Junto com o Ministério do Esporte, a EBC tem discutido formas de apoio para levar o futebol para as regiões mais longínquas do país.

Este mês, a secretária extraordinária para a Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027, Juliana Agatte, reuniu-se com o presidente da EBC, André Basbaum, e com o diretor-geral, David Butter. Trataram, entre outros pontos, do legado social e esportivo da competição para o país.

Tela do Futebol Feminino

A TV Brasil transmite, pelo terceiro ano consecutivo, jogos da Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino de Futebol. Também serão exibidos confrontos decisivos das Séries A2 e A3, a partir das semifinais. Além disso, o público poderá acompanhar as decisões das categorias de base pelo título do Brasileirão Feminino Sub-17 e Sub-20. O foco é aumentar a visibilidade do esporte no país.

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