São Paulo, 17 de Outubro de 2026
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Governo brasileiro repudia declarações do presidente da Conmebol

O Governo Brasileiro emitiu, nesta terça-feira (18), uma nota repudiando a declaração do presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), Alejandro Dominguez, de que uma Copa Libertadores sem a presença de equipes brasileiras seria com

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Agência Brasil

Governo brasileiro repudia declarações do presidente da Conmebol
Créditos: Agência Brasil

O Governo Brasileiro emitiu, nesta terça-feira (18), uma nota repudiando a declaração do presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), Alejandro Dominguez, de que uma Copa Libertadores sem a presença de equipes brasileiras seria como “Tarzan sem Chita”.

“O Governo Brasileiro repudia, nos mais fortes termos, as declarações do Presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol [Conmebol], Alejandro Dominguez, na noite de ontem, 17 de março, em entrevista à imprensa após cerimônia de sorteio da fase de grupos dos torneios promovidos por aquela entidade. As declarações ocorrem em contexto em que as autoridades da Conmebol têm reiteradamente falhado em adotar providências efetivas para prevenir e evitar a repetição de atos de racismo em partidas por ela organizadas, incluindo medidas para combater a impunidade e promover a responsabilização dos responsáveis”, diz a nota assinada pelo Ministério do Esporte, pelo Ministério da Igualdade Racial e pelo Ministério das Relações Exteriores.

Pedido de desculpas

Após o sorteio dos grupos da Copa Libertadores, realizado na noite da última segunda-feira (17) na sede da Conmebol no Paraguai, Domínguez foi perguntado por um jornalista se ele imaginava uma Libertadores sem times brasileiros.

“Seria como o Tarzan sem a Chita, impossível”, respondeu o dirigente com uma risada.

Pouco antes, o dirigente paraguaio havia dito em um discurso para o público convidado para o evento que o racismo era um flagelo que afetava o futebol e que sua organização continuaria a aplicar sanções para que “toda expressão racista tivesse uma consequência real”.

“Quero expressar minhas desculpas. A expressão que usei é uma frase popular e nunca tive a intenção de menosprezar ou desqualificar ninguém”, disse Domínguez nesta terça-feira em uma declaração na rede social X.

“A Conmebol Libertadores é impensável sem a participação dos clubes dos 10 países-membros […]. Reafirmo meu compromisso de continuar trabalhando por um futebol mais justo, unido e sem discriminação”, acrescentou.

A controvérsia envolvendo Domínguez ocorre dias após a Conmebol sancionar o clube paraguaio Cerro Porteño por insultos e gestos racistas contra o atacante do Palmeiras Luighi Hanri em uma partida da Copa Libertadores Sub-20.

Após o jogo, a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, disse aos repórteres que, se a Conmebol não respeitasse o futebol brasileiro, o Brasil deveria pensar em entrar para a Confederação das Associações de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf).

* Com informações da Agência Reuters.

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