São Paulo, 17 de Outubro de 2026
Últimas notícias
EconomiaCACB cobra atualização de todas as faixas do Simples Nacional ainda este anoGeralEl Niño: agro do Nordeste deve priorizar conservação do solo, uso eficiente da água e formação de reservasPolíticaFlávio Bolsonaro mantém vantagem sobre Lula no segundo turno, aponta análise de dez pesquisasAgronegóciosCafé, açúcar e milho: confira cotações para esta sexta-feira (16)AgronegóciosBoi gordo, frango e suíno: confira cotações para esta sexta-feira (16)GeralProspera MEI: profissionais do turismo esperam ampliar negócios com apoio financeiroGeralNovo SAC: consumidor terá direito a falar com uma pessoa das 8h às 20h, todos os diasMeio AmbienteSeis anos de espera: entidades recorrem à Justiça para fazer valer lei dos descartáveis em São Paulo (SP)PolíticaEmendas parlamentares ajudam a conquistar votos, mas não garantem reeleição, aponta FGVAgronegóciosSoja sobe no Paraná; trigo tem variação nos preçosEconomiaCACB cobra atualização de todas as faixas do Simples Nacional ainda este anoGeralEl Niño: agro do Nordeste deve priorizar conservação do solo, uso eficiente da água e formação de reservasPolíticaFlávio Bolsonaro mantém vantagem sobre Lula no segundo turno, aponta análise de dez pesquisasAgronegóciosCafé, açúcar e milho: confira cotações para esta sexta-feira (16)AgronegóciosBoi gordo, frango e suíno: confira cotações para esta sexta-feira (16)GeralProspera MEI: profissionais do turismo esperam ampliar negócios com apoio financeiroGeralNovo SAC: consumidor terá direito a falar com uma pessoa das 8h às 20h, todos os diasMeio AmbienteSeis anos de espera: entidades recorrem à Justiça para fazer valer lei dos descartáveis em São Paulo (SP)PolíticaEmendas parlamentares ajudam a conquistar votos, mas não garantem reeleição, aponta FGVAgronegóciosSoja sobe no Paraná; trigo tem variação nos preços

Unesco chama atenção para qualidade das refeições escolares no mundo

Um relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) divulgado neste mês de setembro reforça a importância de melhorar a qualidade das refeições servidas nas escolas

A

Agência Brasil

Unesco chama atenção para qualidade das refeições escolares no mundo
Créditos: Agência Brasil

Um relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) divulgado neste mês de setembro reforça a importância de melhorar a qualidade das refeições servidas nas escolas. Apesar de quase metade das crianças no mundo ter acesso à alimentação escolar, a organização alerta que ainda não há atenção suficiente ao valor nutricional dos alimentos oferecidos.

O documento defende que é necessário priorizar refeições equilibradas, preparadas com produtos frescos e acompanhadas de ações de educação alimentar. Também mostra que as refeições escolares podem aumentar em até 9% as matrículas e em 8% a frequência escolar, além de melhorar o desempenho pedagógico.

A publicação “Educação e nutrição: aprender a comer bem”, produzida em parceria com o Consórcio de Pesquisa para Saúde e Nutrição Escolar, destaca que em 2022 quase um terço das refeições escolares não contou com a participação de nutricionistas no planejamento. Apenas 93 dos 187 países avaliados tinham normas para regular alimentos em escolas — e só 65% deles controlavam a venda de produtos em cantinas e máquinas automáticas.

"A Unesco entende que a maior oferta de alimentos in natura pode passar por maior valorização da agricultura familiar e da cultura local. É uma questão de identidade regional, de valorização do pequeno agricultor, de manter o recurso na comunidade e fazer a economia circular na região. Tudo isso com base em uma alimentação saudável", diz Lorena Carvalho, oficial de projetos do setor de educação da Unesco no Brasil.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Exemplos positivos

Entre as iniciativas destacadas está o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) no Brasil, que passou a restringir o uso de ultraprocessados. Para os números avançarem mais, a Unesco defende maior monitoramento do poder público.

"A legislação brasileira já não permite a incidência alta de alimentos ultraprocessados na alimentação escolar, então acredito que é preciso ter mais fiscalização", acrescenta Lorena.

"São produtos mais fáceis de conservar. Eles têm validade maior. Então, o risco de estragar na cantina é menor. Alimentação escolar é um investimento. E algumas secretarias investem recursos próprios, não usam exclusivamente os recursos do FNDE [Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação]", complementou.

Na China, a inclusão de vegetais, leite e ovos em escolas rurais ampliou a ingestão de nutrientes e a frequência escolar. Na Nigéria, o programa de alimentação escolar com base na produção local aumentou em 20% as matrículas no ensino primário. A Unesco também cita experiências na Índia, onde a introdução de milheto fortificado em refeições escolares melhorou a atenção e a memória de adolescentes.

Próximos passos

A organização defende que os governos priorizem alimentos frescos e locais, reduzam produtos ultraprocessados e incluam a educação alimentar nos currículos escolares. Ainda em 2025, serão lançados ferramentas práticas e programas de formação voltados a gestores públicos e educadores.

O relatório faz parte do Monitoramento Global da Educação (GEM), que acompanha os avanços dos países em relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 4), sobre educação de qualidade.

Compartilha esta notícia:

Notícias relacionadas