São Paulo, 18 de Outubro de 2026
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Vendas da indústria de máquinas sobem 14% no ano até julho

A receita de vendas da indústria de máquinas e equipamentos atingiu R$ 174,5 bilhões nos sete primeiros meses do ano, 13,9% acima do registrado no mesmo período de 2024

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Agência Brasil

Vendas da indústria de máquinas sobem 14% no ano até julho
Créditos: Agência Brasil

A receita de vendas da indústria de máquinas e equipamentos atingiu R$ 174,5 bilhões nos sete primeiros meses do ano, 13,9% acima do registrado no mesmo período de 2024. Os dados, divulgados nesta quarta-feira (27), são da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

“No ano ( de janeiro a julho) o setor registrou expansão na receita, mas diminuiu a taxa de crescimento de 15,1% em junho de 2025 para 13,9% em julho de 2025. O desempenho de 2025 foi favorecido pela base de comparação fraca, mas também pela ampliação dos investimentos na agricultura e nas áreas da construção civil”, disse a entidade, em nota.

“Apesar da queda, houve, entre os grupos de produtos exportados, incremento nas vendas de máquinas agrícolas e de máquinas para bens de consumo não duráveis. O maior crescimento ocorreu nas vendas para os países da América do Sul e em maior escala na Argentina, Chile e Peru”, destacou a Abimaq em nota.

Segundo a entidade, no acumulado de 2025, houve mudanças importantes nos principais destinos das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos. As vendas para a América do Norte caíram 11,6%, enquanto para a Europa e para a América do Sul as exportações cresceram 10,7% e 15,9%, respectivamente.

Na América do Sul, o destaque foi a Argentina, com aumento de 52,4% nas exportações brasileiras, puxado pela ampliação das vendas de máquinas para agricultura (+104%) e para construção civil (+87%). Para os Estados Unidos, que representam 26,1% das exportações do setor em 2025, houve queda de 10,6% nas vendas, principalmente devido à retração na demanda por máquinas para construção civil (-21%).

Já as importações mantiveram a trajetória de crescimento, somando US$ 18,6 bilhões de janeiro a julho, alta de 10,5% em relação a 2024.

“As importações crescentes de máquinas e equipamentos, em praticamente todas as atividades da economia brasileira, refletem a perda de competitividade do setor. Em 2025 a participação de bens importados no consumo nacional de máquinas e equipamentos atingiu 46%”, destacou a Abimaq.

De acordo com a entidade, os dados do setor mostram clara ampliação da presença de máquinas importadas no mercado brasileiro, e de forma mais intensa vindas do mercado chinês. Em dez anos, a China quase dobrou a sua participação no total de máquinas importadas pelo Brasil (de 16,6% em 2015 para 32% em 2025).

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