São Paulo, 17 de Outubro de 2026
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Peça aborda o luto pela perda de um filho no CCBB Rio

A morte de um filho é considerada um dos maiores tipos de luto. Essa dor é retratada na peça Veneno, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro, até a próxima segunda-feira. Na trama, uma carta anuncia que o filho de um casal prec

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Rádio Agência Nacional

A morte de um filho é considerada um dos maiores tipos de luto. Essa dor é retratada na peça Veneno, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro, até a próxima segunda-feira.

Na trama, uma carta anuncia que o filho de um casal precisará ser removido do cemitério em que foi enterrado, pois há veneno no solo. A questão leva ao reencontro dos pais, dez anos depois, e escancara as dores ainda existentes. A partir daí, o espetáculo apresenta um diálogo comovente, mas também com momentos cômicos, que ocorrem até mesmo nas grandes tragédias.

O ator Alexandre Galindo, que também assina a direção de produção da peça, fala sobre a escolha deste texto tão profundo.

“Eu sou um ator-produtor que pesquiso muita dramaturgia. Estou sempre lendo textos em busca de uma boa história para levar para os palcos. Quando eu me deparei com a peça Veneno, eu enxerguei ali um potencial muito grande, uma história na qual você tem duas pessoas lidando de maneiras completamente diferentes em relação ao luto e você consegue concordar com as duas. Para além disso, a história ela toca em temas muito profundos. Ela fala da relação do casal, ela fala de que questões entre mãe e filho, entre pai e filho”.

A dramaturgia é da premiada holandesa Lot Vekemans, que escreve para teatro há mais de trinta anos. Galindo fala sobre a autora e a importância da obra.

“A autora da peça Lot Vekemans é uma das dramaturgas contemporâneas mais importantes da Europa. Veneno é uma peça que foi montada em mais de 30 países e é o texto holandês mais montado fora da Holanda até hoje. Ela foi premiada com esse texto e com muitos outros que ela já escreveu e essa história já virou um filme, que também teve a assinatura dela no roteiro”.

O ator, que no ano passado foi indicado pela atuação no espetáculo ao Prêmio Shell, um dos mais tradicionais da cena teatral do Brasil, aborda os desafios de representar um texto tão forte e, ao mesmo tempo, tão delicado.

“A experiência de trabalhar esse texto, ela sempre foi muito desafiadora. Uma dramaturgia que você olha para ela e pensa: Será que eu vou dar conta? No processo de ensaios, a gente esgarçou bastante todas as emoções desses personagens pra gente encontrar esse lugar, criar memória física. É uma experiência incrível, experiência única, e muito, mas muito prazerosa.

Ele destaca ainda a repercussão que a peça tem tido entre os que assistem.

“O que a gente pode observar nas temporadas que já fizemos em São Paulo e nas viagens que a gente vem fazendo com a peça, é que as pessoas saem muito tocadas, muito emocionadas. Então, ela é uma história que realmente mexe com as pessoas”.

O espetáculo “Veneno” fica em cartaz até o dia 6 de julho no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, com ingressos a partir de R$ 15.

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